The journal NEURON is celebrating 25 years with open access papers

CELEBRATING 25 YEARS

Neuron is celebrating 25 years of publishing ground breaking neuroscience. We’d like to thank all of our readers, authors, and reviewers for their contributions over the years—we couldn’t have done it without you. Join us in looking back at the history of Neuron, considering the state of the field and where we’re going, and celebrating at this year’s Society for Neuroscience meeting!

Explore 25 Years of Exciting Neuroscience

Over the past six months, we’ve been taking a look back at some of our most influential papers. We’ve headed into the archives and picked a paper from each year that has strongly influenced the field. Take a look at the full collection on our anniversary page, and let us know what you think the most exciting discoveries of the past 25 years have been

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This special issue celebrates Neuron‘s 25th anniversary with a series of Perspectives that reflect on where the field has been and where we are going. The cover for this anniversary issue is inspired by the content that has made Neuronthe

premier forum for groundbreaking neuroscience research since 1988. The word cloud comprises the words that have appeared most frequently in titles of Neuron manuscripts over the past 25 years and is layered onto a mosaic of past Neuroncovers. We thank all the authors, readers, and reviewers who have contributed to the journal and made it successful and look forward to another 25 years of exciting neuroscience. Cover art by Adam Goldstein

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Evento “Construindo Startups de Classe Mundial”

O seminário realizado ontem no Parque Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) , teve a participação de vários empresários e nossa CEO Alice Viana marcou presença nesse importante evento sobre Startups.

Veja matéria do jornal Zero Hora;

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/10/bndes-anuncia-linha-de-r-400-milhoes-para-empreendedores-que-inovem-em-tecnologia-e-solucoes-economicas-4318414.html

 

 

Cientistas criam ‘minicérebro humano’ em laboratório

minicerebro

Miniaturas de “cérebros humanos” foram desenvolvidos em laboratório por cientistas austríacos, em um feito que, segundo especialistas, pode transformar nossa compreensão sobre males neurológicos.

As estruturas criadas, que são do tamanho de ervilhas, alcançaram o mesmo nível de desenvolvimento de um feto de nove semanas, mas são incapazes de pensar.

Segundo os cientistas, que são do Instituto de Biotecnologia Molecular da Academia de Ciências Austríaca, elas reproduzem em laboratório algumas das etapas iniciais de desenvolvimento cerebral.

O cérebro humano é uma das estruturas mais complicadas existentes no universo. O estudo, publicado no periódico Nature, já foi usado para ampliar a compreensão a respeito de doenças raras.

Desenvolvimento

Os cientistas usaram células-tronco embrionárias ou células de pele adulta para produzir a parte do embrião que se torna o cérebro e a espinha dorsal – o ectoderma neural.

Essa parte foi colocada em gotículas minúsculas de gel, que permitiram que o tecido crescesse, e em um bio-reator giratório, que provê nutrientes e oxigênio.

As células puderam crescer e se organizar em diferentes partes do cérebro, como o córtex e uma versão inicial do hipocampo, bastante ligado à memória em um cérebro adulto plenamente desenvolvido.

Os pesquisadores creem que essa estrutura chega perto – ainda que não perfeitamente – do desenvolvimento inicial do cérebro fetal.

Os tecidos chegaram a seu tamanho máximo, cerca de 4mm, em dois meses.

Os “minicérebros” sobreviveram por quase um ano, mas não cresceram além disso. Eles não contavam com suprimento de sangue, apenas de tecido cerebral. Ou seja, nutrientes e oxigênio não puderam penetrar na estrutura.

“Nossos organóides servem para modelar o desenvolvimento do cérebro e para estudar qualquer coisa que cause defeitos nesse desenvolvimento”, explicou Juergen Knoblich, um dos pesquisadores.

Segundo ele, o objetivo é ampliar o conhecimento a respeito de distúrbios mais comuns, como a esquizofrenia e o autismo, partindo do princípio de que indícios deles podem surgir na fase de desenvolvimento do cérebro.

A técnica também pode ser usada para substituir camundongos em testes de medicamentos e tratamentos.

‘Extraordinário’

Pesquisadores já haviam conseguido produzir células cerebrais em laboratório, mas a iniciativa austríaca é a que chegou mais perto de criar um cérebro humano.

Por isso, a novidade chamou atenção entre cientistas.

“É surpreendente”, disse à BBC Paul Matthews, professor do Imperial College, em Londres. “A noção de que podemos tirar uma célula da pele e tranformá-la – ainda que seja no tamanho de uma ervilha – em algo que se assemelha a um cérebro é simplesmente extraordinária.”

Segundo ele, apesar de o minicérebro não estar se comunicando ou pensando, ele “é o tipo de ferramenta que nos ajuda a entender muitos dos principais distúrbios cerebrais”.

Pesquisadores já estão usando a descoberta para investigar uma doença chamada microcefalia, cujos portadores têm cérebros menores do que o normal.

Ao criar um minicérebro com células de pacientes de micocefalia, a equipe conseguiu estudar mudanças no desenvolvimento cerebral dessas pessoas. Percebeu, por exemplo, que as células desses pacientes se adiantavam em sua transformação em neurônios.

Questões éticas e possibilidades

Os pesquisadores em Viena não veem, no momento, nenhum dilema ético em seu trabalho, mas Knoblich afirma que não seria “desejável” fazer cérebros muito maiores do que os já desenvolvidos.

Na opinião de Zameel Cader, neurologista consultor no hospital John Radcliffe, em Oxford, a pesquisa ainda não traz problemas éticos.

“(O minicérebro) está longe de ter consciência do mundo exterior”, disse à BBC.

Para Martin Coath, da Universidade de Plymouth, “se (o minicérebro) se desenvolve de maneiras que reproduzem as do desenvolvimento do cérebro humano, o potencial para o estudo de doenças é claro. O teste de medicamentos, porém, é mais problemático. A maioria deles age em coisas como humor, percepção, controle do corpo, dor. E esse tecido que simula um cérebro não tem nenhum dessas coisas ainda”.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/08/130826_mini_cerebro_pai.shtml

Anpei propõe mudanças no marco legal para incentivo à inovação

A Anpei propõe uma série de mudanças no marco legal de incentivo à inovação do Brasil na Carta de Vitória do Espírito Santo. O documento é resultado dos três dias de discussão da XIII Conferência Anpei, realizada entre 3 e 5 de junho, em Vitória, no Espírito Santo. O documento, norteado por quatro eixos, foi apresentado e discutido no dia 25 de junho com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em Brasília.

Entre as propostas estão pontos como a criação de mecanismos e procedimentos que facilitem o acesso a recursos para inovação e que estimulem a cooperação entre empresas em programas de inovação, o uso dos incentivos fiscais da Lei do Bem pelas empresas que declaram seus impostos pelo regime de lucro presumido e a modernização da lei que regula o uso e o acesso à biodiversidade.

“A Carta não é um mero exercício de reflexão. São propostas concretas, formuladas por pessoas que trabalham com inovação e conhecem as oportunidades de melhoria. Queremos contribuir, de fato, para o aperfeiçoamento do Sistema Nacional de Inovação”, destaca Carlos Calmanovici, presidente da Anpei.

No eixo do Desenvolvimento Econômico e Inovação, aponta-se para a necessidade de garantir condições mais favoráveis aos investimentos em geral, e em inovação particularmente, por meio do estímulo ao acesso a capital humano altamente qualificado e a capital financeiro. “Os instrumentos e mecanismos usados normalmente, muitas vezes não se aplicam à inovação porque essa é uma atividade que contempla o risco”, afirma Calmanovici. A Carta pede medidas que deem mais agilidade e mais facilidade de acesso, especialmente para as micros e pequenas empresas (MPEs).

“Uma empresa nascente de base tecnológica, por exemplo, tem recursos escassos e dificuldades para aportar garantias. É necessário pensar em instrumentos diferenciados para apoiá-la, instrumentos adequados ao momento de vida de cada empresa”, aponta. “As agências de fomento tendem, corretamente, a buscar máxima proteção para suas iniciativas, mas é possível pensar em outros tipos de garantias, por exemplo, usando ativos intangíveis, como patentes ou contratos de fornecimento”, exemplifica.

No eixo de Adensamento das Cadeias Produtivas, o documento sugere que as políticas públicas criem ou incentivem programas de inovação envolvendo fornecedores e clientes, contribuindo, assim, para desenvolver um ambiente que estimule a colaboração empresa-empresa nas cadeias produtivas. Além disso, devem encorajar consórcios de empresas para pesquisa pré-competitiva, estimulando a formação de redes de inovação e ampliando programas de apoio à internacionalização de empresas brasileiras.

“Estamos aperfeiçoando os instrumentos e o marco legal para a cooperação entre universidades e empresas e isso é muito importante. Agora, deve haver esforço análogo para induzir a cooperação entre empresas. Se não fortalecermos esse tipo de cooperação, perderemos competitividade frente a outros países que já fazem isso há bastante tempo”, alerta. Segundo ele, essa cooperação pode ser trabalhada, pelo menos, de duas formas: em programas de pesquisa pré-competitiva no caso de empresas concorrentes, e entre empresas complementares, estimulando a inovação nas cadeias produtivas.

“Para ter inovação sustentável e de longo prazo, com forte agregação de valor, é preciso estimular o processo de inovação ao longo de toda cadeia produtiva; só assim garantiremos nossa competitividade”, completa. “A cooperação empresa-empresa vai além da inovação aberta, é um modelo de negócios”, conclui.

O terceiro eixo da Carta trata de medidas para a Modernização dos Instrumentos de Apoio à Inovação e das Agências de Fomento: desenvolvimento de incentivos para a cooperação empresa-empresa, independentemente de porte; inclusão, como beneficiárias da Lei do Bem, das empresas que recolhem imposto de renda no regime de lucro presumido; deferimento dos dispêndios em pesquisa, desenvolvimento e inovação em anos subsequentes ao exercício dos gastos; consideração de outros indicadores financeiros, além do lucro, para cálculo dos benefícios da Lei do Bem.

Por fim, o documento trata do eixo Gestão da Propriedade Intelectual (PI). A Carta reforça a necessidade da redução o backlog do exame de patentes para prazo inferior a quatro anos, da simplificação da tramitação dos contratos de transferência de tecnologia e da revisão do marco legal para acesso e uso do patrimônio genético da biodiversidade (MP 2.186/01).

O documento na íntegra pode ser acessado no endereçohttp://www.anpei.org.br/xiiiconferencia/carta_de_vitoria_do_es.pdf.

Fonte: anpei.org.br

Does Social Status Change Brains?

Being subordinated is stressful. The process of one individual lowering the social rank of another often involves physical aggression, aggressive displays, and exclusion. In addition to the obvious possible costs of being subordinated (like getting beat up), subordinated individuals often undergo physiological changes to their hormonal systems and brains. Sounds pretty scary, doesn’t it? But what if some of those changes are beneficial in some ways?

Dominance hierarchies are a fact of life across the animal kingdom. In a social group, everyone can’t be dominant (otherwise, life would always be like an episode of Celebrity Apprentice, and what could possibly be more stressful than that?). Living in a social group is more peaceful and nutritive when a clear dominance hierarchy is established.

Establishing that hierarchy often involves a relatively short aggressive phase of jostling for position, followed by a longer more stable phase once everyone knows where they fall in the social group. Established dominance hierarchies are not always stable (they can change over time or from moment to moment) and they are not always linear (for example, Ben can be dominant over Chris, who is dominant over David, who is dominant over Ben). But they do generally help reduce conflict and the risk of physical injury overall.

Nonetheless, it can be stressful to be on the subordinate end of a dominance hierarchy and these social interactions are known to cause physiological changes. Researchers Christina Sørensen and Göran Nilsson from the University of Oslo, Cliff Summers from the University of South Dakota and Øyvind Øverli from the Norwegian University of Life Sciences investigated some of these physiological differences among isolated, dominant, and subordinate rainbow trout.

Like other salmonid fish, rainbow trout are aggressive, territorial and develop social hierarchies as juveniles. Dominant trout tend to initiate most of the aggressive acts, hog food resources, grow larger, and reproduce the most, whereas subordinate trout display less aggression, feeding, growth, and reproduction. The researchers recorded the behavior, feeding and growth rates in three groups of fish: trout housed alone, trout housed with a more subordinate trout, and trout housed with a more dominant trout. The researchers also measured cortisol (a hormone involved in stress responses), serotonin (a neurotransmitter involved in mood, the perception of food availability, and the perception of social rank, among other things) and the development of new neurons (called neurogenesis) in these same fish.

The researchers found that as expected, the dominant trout were aggressive when a pair was first placed together, but the aggression subsided after about 3 days. Also as expected, the dominant and isolated trout were bold feeders with low cortisol levels and high growth rates, whereas the subordinate trout did not feed as well, had high cortisol levels and low growth rates. Additionally, the subordinate trout had higher serotonin activity levels and less neurogenesis than the dominant or isolated trout. These results suggest that the subordination experience causes significant changes to trout brain development (Although we can’t rule out the possibility that fish with more serotonin and less neurogenesis are predisposed to be subordinate). In either case, this sounds like bad news for subordinate brains, right? Maybe it is. Or maybe the decrease in neurogenesis just reflects the decrease in overall growth rates (smaller bodies need smaller brains). Or maybe something about the development of these subordinate brains improves the chances that these individuals will survive and reproduce in their subordination.

Research on dominance in crayfish by Fadi Issa, Joanne Drummond, and Don Edwards at Georgia State University and Daniel Cattaert at the University of Bordeaux helps shed light on this third possibility. Crayfish (which are actually not fish at all, but are freshwater crustaceans that look like small lobsters) form long-lasting and stable social hierarchies. If you poke a crayfish in the side, an isolated or dominant crayfish will turn towards whatever poked it and raise its posture and claws to confront it; A subordinate crayfish will do one of two maneuvers that involves lowering the posture and backing away from whatever poked it. Furthermore, dominant and subordinate crayfish have different neuronal activity patterns in response to being poked, and part of this difference involves differences in the activity of serotonergic neurons.

It appears that the brains of dominant and subordinate individuals function differently and part of this difference involves serotonin. This may help dominant animals to continue to behave in a dominant fashion and subordinate individuals to continue to behave in a subordinate fashion, thereby preserving the peace for the whole social group.

Want to know more? Check these out:

1. Sørensen, C., Nilsson, G., Summers, C., & Øverli, �. (2012). Social stress reduces forebrain cell proliferation in rainbow trout (Oncorhynchus mykiss)Behavioural Brain Research, 227 (2), 311-318 DOI: 10.1016/j.bbr.2011.01.041

2. Issa, F., Drummond, J., Cattaert, D., & Edwards, D. (2012). Neural Circuit Reconfiguration by Social Status Journal of Neuroscience, 32 (16), 5638-5645 DOI:10.1523/JNEUROSCI.5668-11.2012

3. Yeh, S., Fricke, R., & Edwards, D. (1996). The Effect of Social Experience on Serotonergic Modulation of the Escape Circuit of Crayfish Science, 271 (5247), 366-369 DOI: 10.1126/science.271.5247.366

4. Issa, F., & Edwards, D. (2006). Ritualized Submission and the Reduction of Aggression in an Invertebrate Current Biology, 16 (22), 2217-2221 DOI:10.1016/j.cub.2006.08.065

Fonte: The Scorpion and the Frog

A Dry Pipeline for Psychiatric Drugs

Fully 1 in 5 Americans take at least one psychiatric medication. Yet when it comes to mental health, we are facing a crisis in drug innovation.

Sure, we have many antidepressants, antipsychotics, hypnotic medications and the like. But their popularity masks two serious problems.

First, each of these drug classes is filled with “me too” drugs, which are essentially just copies of one another; we have six S.S.R.I. antidepressants that essentially do the same thing, and likewise for the 10 new atypical antipsychotic drugs.

Second, the available drugs leave a lot to be desired: patients with illnesses likeschizophreniamajor depression and bipolar disorder often fail to respond adequately to these medications or cannot tolerate their side effects.

Yet even though 25 percent of Americans suffer from a diagnosable mental illness in any year, there are few signs of innovation from the major drug makers.

After a series of failed clinical trials in which novel antidepressants and antipsychotics did little or no better than placebos, the companies seem to have concluded that developing new psychiatric drugs is too risky and too expensive. This trend was obvious at the 2011 meeting of the American Society for Clinical Pharmacology and Therapeutics, where only 13 of 300 abstracts related to psychopharmacology and none related to novel drugs. Instead, they are spending most of their research dollars on illnesses like cancer, heart disease and diabetes, which have well-defined biological markers and are easier to study than mental disorders.

To understand this predicament, it helps to know how we got here.

All of our current antidepressants, antipsychotics and anti-anxiety drugs share the same molecular targets in the brain as their prototypes from the 1950s. For example, the new antipsychotic drugs block dopamine receptors in critical brain regions, just like the first antipsychotic, Thorazine, synthesized in 1950. And all of our current antidepressants increase the levels of one or more of the neurotransmitters serotonin, dopamine or norepinephrine, just like the early tricyclic antidepressants.

With rare exceptions, it is hard to think of a single truly novel psychotropic drug that has emerged in the last 30 years. True, the new psychotropic drugs are generally safer and more tolerable than older prototypes, but they are no more effective. So why has the pharmaceutical industry churned out so many copycat drugs?

The simple answer is that we don’t yet understand the fundamental cause of most psychiatric disorders, in part because the brain is uniquely difficult to study; you can’t justbiopsy the brain and analyze it. That is why scientists have had great trouble identifying new targets for psychiatric drugs.

Also, knowing how a drug works in the brain doesn’t necessarily reveal the cause of the illness. For example, just because an S.S.R.I. antidepressant increases serotonin in the brain and improves mood, that does not mean that serotonin deficiency is the cause of the disease; many depressed patients get better with medications that have no effect on serotonin.

Until very recently, scientists have relied on the same animal models to screen for potential psychotropic drugs that had been used for decades, which predictably yielded a raft of “me too” medications that shared the same mode of action as the old drugs.

Sure, this old method of drug development has produced commercially successful blockbuster drugs, like the antipsychotics Seroquel and Abilify. But soon the patents on these medicines will expire, and there is little new in the pipeline.

Perhaps, though, the pharmaceutical industry is making a mistake, running away from the brain just when things are getting interesting. Consider ketamine (known on the street as Special K), an anesthetic agent that has recently shown unusually powerful antidepressant effects.

Ketamine acts on a target in the brain where no other drug in psychiatry currently does: the NMDA receptor, which it blocks. The receptor is the site of action of glutamate, a neurotransmitter critically important in learning and memory — and, it turns out, indepression.

Several promising early studies found that depressed patients who had failed to respond to multiple antidepressants experienced rapid resolution of their symptoms within a few hours of ketamine infusion.

Unlike standard antidepressants, which typically take weeks to work, ketamine’s effect is rapid because its target, the NMDA receptor, is fast-acting. But this is a tricky biological system to modulate: too little glutamate function at this receptor can produce psychosis, and too much can kill neurons.

Whether ketamine, or a similar compound, will ultimately prove safe and effective as an antidepressant is unclear. Presently, though, the pharmaceutical industry has little taste for the long-term financial risk of discovering new psychotropic drugs.

In contrast, academic researchers, who are not beholden to shareholders, are much freer to do high-risk, high-gain experiments that can fail. Large multisite research programs like the Brain Activity Map, along with the latest gene-sequencing technology, can help identify the circuits and genes that are linked to various psychiatric disorders and find promising new targets for drugs. These discoveries, in turn, may entice the drug makers to reinvest in psychiatric drug development.

As consumers desire new treatments, they have to recognize that innovation carries risks. Drugs are approved by the Food and Drug Administration on the basis of short-term studies, so there is always limited knowledge about the long-term safety of new medications. This is particularly true for drugs that act on new targets in the brain about which relatively less is known.

But if we are to find better medical solutions for the mental illnesses that disrupt and destroy so many lives, we need to acknowledge a simple truth: there can be no innovation without financial — and medical — risk.

Dr. Richard A. Friedman is a professor of clinical psychiatry at Weill Cornell Medical College.

Fonte: nytimes.com

Justiça decide que legislação brasileira permite patente de segundo uso

A Primeira Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, decidiu, em acórdão publicado no dia 6 de junho, que as chamadas patentes de segundo uso médico podem ser concedidas de acordo com a legislação brasileira. Elas se referem a substâncias que tinham uma aplicação original e, depois, desenvolve-se uma nova utilização.

A decisão afirma que, no Brasil, “vige o sistema genérico de classificação onde tudo que não está relacionado de forma expressa na Lei como não patenteável, em princípio seria passível de proteção, o que em tese autorizaria o registro das denominadas patentes de segundo uso”.

Porém, o Tribunal também reconhece que devem ser analisados, caso a caso, se os pedidos de segundo uso preenchem os requisitos de patenteabilidade – novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. O processo em questão, por exemplo, se referia a um embargo infringente de um laboratório que recorria de decisão do INPI. O Instituto havia negado uma patente de segundo uso para substância utilizada no combate ao Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH).

No dia 23 de maio, também foi publicada decisão da Primeira Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região que confirma o entendimento atual sobre o instrumento da anuência prévia, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em processos de patentes químico-farmacêuticas.

O texto da decisão judicial, em processo sobre a análise de duas patentes, diz que, a partir da leitura da Lei 9.279/96, “a melhor interpretação do alcance do art. 229-C é no sentido de que a anuência prévia da Anvisa restringe-se à proteção da saúde da pública, nos termos do art. 6º e 8º da Lei. 9.782/99″.

Vale lembrar que, no âmbito do governo federal, a questão já foi esclarecida com um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) e ganhou nova forma após a realização de um Grupo de Trabalho Interministerial sobre anuência prévia. Agora, com a definição clara das atribuições da Anvisa e do INPI, que analisa os critérios de patenteabilidade, os pedidos passam primeiro pela Agência e só depois pelo Instituto, que leva adiante as solicitações de patentes que recebem a anuência e arquiva as demais.

(Com informações do INPI)

Fonte: anpei.org.br

EUA investem US$ 12,7 milhões para “resgatar” drogas abandonadas

A maior agência financiadora de pesquisa médica do mundo, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) do governo federal americano, anunciou um investimento de US$ 12,7 milhões (R$ 28 milhões) em nove grupos de pesquisa que estudarão drogas desenvolvidas pela indústria farmacêutica, mas depois abandonadas. O objetivo é determinar se esses compostos podem vir a ser úteis no tratamento de doenças diferentes das que tinham sido criadas para tratar.

Em nota, os NIH lembram que o processo de desenvolvimento de novas drogas é lento, caro e que a taxa de fracasso é alta – superior a 95%. “Essa taxa de fracasso significa, porém, que muitos compostos existentes e parcialmente desenvolvidos podem chegar aos ensaios clínicos mais rapidamente do que se começassem do zero”, diz a agência.

A iniciativa de testar as drogas, que já se provaram seguras para o uso em seres humanos, mas que foram abandonadas, é do NCATS, ou Centro para o Avanço das Ciências Translacionais, órgão financiado pelos NIH. Cederam compostos para os novos estudos as companhias AbbVie (antiga Abbott); AstraZeneca; Bristol-Myers Squibb; Eli Lilly; GlaxoSmithKline; Janssen Research & Development; Pfizer; e Sanofi. Parte da iniciativa envolveu a criação de um modelo de contrato que permite a rápida negociação entre empresas e acadêmicos.

“Parcerias público-privadas são fundamentais para a translação bem-sucedida”, disse, por meio de nota, o diretor do NCATS, Christopher P. Austin. “Nenhuma organização, sozinha, tem como ser bem-sucedida”.

Cada grupo de pesquisa financiado testará a eficácia de um composto selecionado contra uma doença ou condição. Entre as doenças contempladas estão alcoolismo, tabagismo, Alzheimer, condições que afetam as artérias e esquizofrenia.

A ideia de buscar novos usos para drogas abandonadas também já foi abraçada pelo Reino Unido, que no ano passado estabeleceu uma parceria semelhante com a AstraZeneca. A ideia, no entanto, tem seus críticos. O ex-executivo encarregado de pesquisa e desenvolvimento da Pfizer, John LaMattina, escreveu, numa postagem de blog no site da revista Forbes, que a própria criação do NCATS foi controversa, já que o financiamento do novo centro poderia comprometer verbas que, de outra forma, seriam destinadas à pesquisa básica.

Sobre a possibilidade de a iniciativa atual dar certo, LaMattina escreveu: “Espero que as pessoas tenham sucesso com esse tipo de trabalho. Mas acredito que o sucesso será raro”.

(Com informações do Inovação Unicamp)

Fonte: anpei.org.br